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Mercado de trabalho  5 min de leitura

Desemprego em baixa, empresa sem trabalhador: entenda o paradoxo

O desemprego está no menor nível da série histórica, mas 80% das empresas não conseguem contratar. Veja por quê e o que fazer para segurar quem já está com você.

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço

Outubro de 2026

Placa de Contrata-se colada na porta de vidro de um comércio, com a rua movimentada ao fundo

Nunca foi tão difícil achar gente para trabalhar, mesmo com tanta notícia sobre o emprego em alta. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e entender por que muda a forma como você contrata e, principalmente, como segura quem já está com você.

O que os números dizem

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026, a menor para esse período desde o início da série histórica, em 2012. São cerca de 5,8 milhões de pessoas procurando trabalho.

Do outro lado, a pesquisa de escassez de talentos do ManpowerGroup de 2026 mostra que 80% dos empregadores brasileiros têm dificuldade para contratar, contra 72% na média mundial.

Por que falta gente mesmo com emprego em alta

  1. Quem quer trabalhar já está trabalhando. Com o desemprego baixo, sobra pouca gente disponível, e quem está disponível escolhe.
  2. O trabalhador tem mais opções. Ele compara escala, distância, ambiente e o que vem além do salário. Uma diferença pequena já faz trocar de emprego.
  3. Muita gente foi para o trabalho por conta própria. Aplicativo, venda e serviço autônomo atraem quem busca horário flexível.
  4. A jornada vai encolher. Com o fim da escala 6×1 e a jornada caindo para 40 horas, as empresas vão precisar de mais gente para cobrir os mesmos turnos.

O que o trabalhador está pesando na decisão

No fundo, a escolha passa pelo básico: a pessoa quer ter saúde, descansar, chegar em casa com segurança e saber que, se o filho ficar doente, vai conseguir cuidar dele. Quando um emprego resolve parte dessas preocupações, ele vale mais do que os R$ 100 de diferença na proposta do concorrente.

E tem um ponto que pesa ainda mais: quem cuida da família do time é visto de outra forma. O funcionário que consegue levar o filho ao dentista ou comprar o remédio da mãe com desconto não fala do emprego só como salário. Fala como “a empresa que me ajudou”. Isso vale para ficar e para indicar conhecidos.

O que a sua empresa pode fazer agora

  1. Parar de competir só por salário. Sempre vai aparecer alguém pagando um pouco mais.
  2. Cuidar de quem já está dentro. Num mercado sem gente disponível, reter é a forma mais barata de “contratar”.
  3. Oferecer o que resolve a vida real: saúde, dentista, remédio e alguma flexibilidade de escala.
  4. Ouvir o time. Perguntar o que faria a pessoa ficar custa zero.

Leia também: O custo invisível da rotatividade · Escala 5×2: como montar sem aumentar custos · Cartão de benefícios ou plano de saúde?

Fontes

Quem oferece mais que o salário recebe mais que um funcionário

Num mercado em que o trabalhador escolhe, ganha quem oferece motivos para ficar. Benefícios de saúde acessíveis estão entre os mais valorizados, porque atendem a necessidades que toda família tem.

A A1 Life oferece cartões de benefícios para empresas a partir de 3 colaboradores, com opções a partir de R$ 39,90 por vida/mês. Consultas presenciais, telemedicina, serviços odontológicos e descontos podem estar disponíveis conforme o pacote e a região. A inclusão de familiares depende do pacote contratado.

Converse com um especialista da A1 Life para conhecer as opções e avaliar quais benefícios fazem sentido para a sua equipe.

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Thiago Lourenço

Sobre o autor

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço é Diretor de Parcerias Estratégicas da A1 Life Soluções. Ajuda empresas a oferecer benefícios acessíveis para seus colaboradores.

LinkedIn · Instagram @euthiagolourenco