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Eleições 2026  6 min de leitura

Eleição 2026: o que as propostas dos dois candidatos significam para a sua empresa

Jornada, folha, impostos e contratação: um comparativo neutro entre Lula e Flávio Bolsonaro para quem emprega.

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço

Outubro de 2026

Urna eletrônica ao lado de uma carteira de trabalho sobre a mesa de um escritório

No dia 25 de outubro, o Brasil escolhe entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Para quem emprega, a pergunta que importa vai além de “em quem votar”: o que muda na folha, na contratação e na rotina do time em cada cenário?

Este artigo não recomenda voto. Ele reúne o que cada candidato registrou no plano de governo e declarou publicamente sobre os temas que mais pesam para as empresas.

Jornada e escala 6×1

A emenda que acaba com a escala 6×1 foi promulgada pelo Congresso em 16/10/2026. A jornada máxima cai para 40 horas semanais, sem redução de salário, com transição de até 14 meses. Isso já está na Constituição e vale independentemente de quem vencer.

  • Lula: o governo defendeu o fim da 6×1 e a jornada de 40 horas sem corte salarial.
  • Flávio Bolsonaro: afirma ter uma proposta que considera melhor, a de dar ao trabalhador liberdade para escolher a própria carga horária. A base é a PEC 12/2026, apresentada por senadores da oposição, que permite flexibilizar a jornada por acordo individual. Críticos dizem que o texto abre espaço para redução proporcional do salário. A campanha afirma que a proposta “não retira nenhum direito”.

Na prática: a transição para 40 horas já começou. O que está em jogo na eleição é o grau de flexibilidade nos próximos anos.

Custo da folha e contratação

  • Lula: manter a política de valorização do salário mínimo acima da inflação, fiscalizar contratações fraudulentas como PJ, ampliar a proteção a trabalhadores de aplicativos e fortalecer a negociação coletiva.
  • Flávio Bolsonaro: reduzir de forma gradual os encargos sobre a folha. Criar contratos com custo menor para jovens de 18 a 24 anos no primeiro emprego e para pessoas acima de 50 anos desempregadas há mais de um ano. Dar mais espaço à negociação direta entre empresa e empregado.

Impostos

  • Lula: implementar a reforma tributária sobre o consumo, isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e dar atenção ao tratamento tributário de micro e pequenas empresas.
  • Flávio Bolsonaro: reduzir a alíquota do novo IVA, rever benefícios e exceções tributárias e reduzir impostos sobre energia e combustíveis.

O que não depende de quem ganhar

Seja qual for o resultado, três coisas continuam valendo para quem tem equipe operacional:

  1. A jornada vai diminuir. Cada colaborador passa a pesar mais na escala.
  2. Repor gente custa caro. Recrutamento, treinamento e o tempo até o novo funcionário render somam muito mais do que parece.
  3. Reter é mais barato do que contratar. Empresas que cuidam do time sofrem menos com faltas e pedidos de demissão.

Leia também: Fim da escala 6×1: impactos para as empresas · O custo invisível da rotatividade

Fontes oficiais

Este conteúdo é informativo e não representa apoio a nenhum candidato.

Quem oferece mais que o salário recebe mais que um funcionário

Nenhum governo decide sozinho se a sua equipe vai ficar. Isso depende de como a empresa trata as pessoas. Equipe saudável falta menos e rende mais. Quando a empresa cuida da saúde do time, o colaborador percebe e devolve com presença, compromisso e permanência.

A A1 Life oferece cartões de benefícios para empresas a partir de 3 colaboradores, com opções a partir de R$ 39,90 por vida/mês. Consultas presenciais, telemedicina, serviços odontológicos e descontos podem estar disponíveis conforme o pacote e a região. A inclusão de familiares depende do pacote contratado.

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Thiago Lourenço

Sobre o autor

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço é Diretor de Parcerias Estratégicas da A1 Life Soluções. Ajuda empresas a oferecer benefícios acessíveis para seus colaboradores.

LinkedIn · Instagram @euthiagolourenco