← Voltar para o blog
Retenção  6 min de leitura

Resultado das eleições 2026: o que muda na sua empresa a partir de segunda-feira

Saiu o resultado das eleições. Fim da escala 6×1, novo salário mínimo e falta de mão de obra: veja o que já está valendo e o que só depende de você.

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço

Outubro de 2026

Urna eletrônica de um lado e funcionário abrindo a porta de uma padaria do outro

O resultado das eleições 2026 saiu. Durante meses, o Brasil inteiro discutiu eleição: na fila da padaria, no grupo da família, no almoço da obra. Agora a urna falou.

Ganhou quem você queria ou não, a sua segunda-feira começa igual: a porta abre, o caixa precisa fechar e alguém precisa estar lá para atender o cliente.

E é aí que mora a pergunta que todo dono de empresa fez em silêncio durante a campanha: “vai ficar mais caro manter funcionário?”

O jeito errado: esperar o tempo mudar

Empresário olhando a previsão do tempo no celular sem guarda-chuva enquanto começa a chover

Muita empresa passa os anos de eleição em compasso de espera. “Vamos ver quem ganha.” “Depois da eleição a gente decide.” “Isso é culpa do governo.”

É como olhar a previsão do tempo o dia inteiro e sair de casa sem guarda-chuva. A chuva não pergunta em quem você votou.

E a verdade é que as maiores mudanças para quem emprega já aconteceram ou já estavam marcadas, independentemente do resultado.

O que já mudou (e não depende de quem ganhou)

1. O fim da escala 6×1 já é lei

Em 16 de outubro de 2026, o Congresso promulgou a Emenda Constitucional 141, que acaba com a escala 6×1. Na prática:

QuandoJornada máxima semanal
Hoje44 horas
60 dias após a publicação42 horas
14 meses após a publicação40 horas

O texto garante dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente no domingo, e sem redução de salário. Convenções coletivas podem ajustar a jornada diária na transição, e cláusulas incompatíveis perdem a validade em 60 dias.

Para restaurantes, padarias, supermercados, transportadoras e casas de repouso, isso significa refazer escala, e em muitos casos contratar mais gente. Mostramos como fazer essa conta em Escala 5×2: como montar sem aumentar custos.

2. O salário mínimo vai subir de novo

O projeto de Orçamento de 2027, enviado ao Congresso em agosto, prevê salário mínimo de R$ 1.741, contra R$ 1.621 hoje. O valor final ainda pode mudar conforme a inflação até novembro.

3. Está faltando gente para trabalhar

Segundo o IBGE, o desemprego ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor já registrado para o período. Parece boa notícia, e é, mas tem outro lado: com menos gente procurando emprego, quem é bom escolhe onde trabalhar. Explicamos esse paradoxo em “Desemprego em baixa, empresa sem trabalhador”.

4. A saúde mental do time virou obrigação

Desde maio de 2026, a NR-1 exige que as empresas incluam riscos psicossociais, como estresse e sobrecarga, no gerenciamento de riscos.

Repare: nenhum desses quatro pontos depende do nome que saiu da urna. Eles já estão na mesa.

A virada: o que você controla

O governo muda a cada quatro anos. A sua equipe decide se fica ou vai embora todo mês.

Imposto, lei e salário mínimo você não controla. Mas tem uma parte da conta que é só sua: quanto custa perder um funcionário, e quanto custa segurar um.

Com menos horas por semana e mais dificuldade para contratar, cada funcionário que sai pesa mais. E quem sai raramente sai só pelo salário. Sai porque carrega uma mochila que ninguém vê: o filho doente, o dente que dói, a conta de farmácia que não fecha.

O jeito certo: arrumar a casa enquanto o país discute

  1. Refaça a escala agora, antes do prazo de 60 dias. Quem deixa para a última hora paga hora extra e perde gente no caminho.
  2. Calcule o custo real da rotatividade. Cada saída leva rescisão, anúncio, entrevista e treinamento. Veja o custo invisível da rotatividade.
  3. Cuide das necessidades básicas do time. Saúde, família e segurança. É o que mais pesa na hora de ficar ou sair, e o que mais reduz o presenteísmo, o funcionário que vem trabalhar, mas não está lá.
  4. Converse antes de perder. Perguntar o que está pesando para cada um custa zero.
  5. Pare de competir só no salário. Com o mínimo subindo e a jornada caindo, essa corrida fica cada vez mais cara, e sempre aparece alguém pagando R$ 50 a mais.

A mudança: duas empresas depois da eleição

Duas árvores no mesmo terreno: uma frondosa com raízes fortes e outra seca com raízes curtas

Daqui a um ano, duas empresas vão olhar para trás.

A primeira passou o fim de 2026 reclamando da política, deixou a escala para a última hora e viu os melhores funcionários indo para a concorrente.

A segunda refez a escala com calma, passou a cuidar da saúde do time e da família dele, e hoje tem fila de indicação na porta.

As duas viveram a mesma eleição, a mesma lei e o mesmo salário mínimo. Como uma árvore no mesmo terreno, a diferença não estava no que caiu do céu, mas no que foi feito embaixo da terra.

E a empresa que cuida da família do funcionário é vista de outro jeito, por quem trabalha nela e por quem compra dela.

Para avaliar as necessidades da sua equipe, faça o diagnóstico empresarial gratuito.

Fontes

Quem oferece mais que o salário recebe mais que um funcionário

A A1 Life oferece cartões de benefícios para empresas a partir de 3 colaboradores, com opções a partir de R$ 39,90 por vida/mês. Consultas presenciais, telemedicina, serviços odontológicos e descontos podem estar disponíveis conforme o pacote e a região. A inclusão de familiares depende do pacote contratado.

Converse com um especialista da A1 Life para conhecer as opções e avaliar quais benefícios fazem sentido para a sua equipe.

Quero a análise gratuita
Thiago Lourenço

Sobre o autor

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço é Diretor de Parcerias Estratégicas da A1 Life Soluções. Ajuda empresas a oferecer benefícios acessíveis para seus colaboradores.

LinkedIn · Instagram @euthiagolourenco