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Retenção  5 min de leitura

3 perguntas que todo dono deve fazer antes de perder um bom funcionário

Bom funcionário raramente avisa que vai embora. Três conversas simples que revelam o que faz a sua equipe ficar.

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço

Outubro de 2026

Dona de restaurante conversando com um garçom no salão antes do expediente

Bom funcionário raramente avisa que vai embora. Um dia ele chega com a carta de demissão e uma proposta de outra empresa, e aí já é tarde. Na maioria das vezes, os sinais estavam lá havia meses. Faltou fazer as perguntas certas.

1. “O que faria você ficar mais um ano aqui?”

Parece simples, mas quase ninguém pergunta. A resposta costuma surpreender: muitas vezes não é salário. É a escala, o transporte, um problema em casa ou a falta de tempo para cuidar da saúde.

Como fazer: uma conversa individual, de 10 minutos, longe do balcão ou da produção. Ouça mais do que fala. Anote e volte ao assunto em 30 dias.

2. “Se você ou a sua família precisarem de um médico amanhã, como vai ser?”

Essa pergunta revela uma preocupação que pesa todo dia na cabeça de quem trabalha: o básico. Consulta que demora meses, dentista caro, remédio que não cabe no orçamento. O funcionário que vive com esse medo trabalha distraído, falta mais e aceita a primeira proposta que oferecer um pouco de segurança.

E aqui está um ponto que muitos donos ignoram: quem cuida da família do time é visto de outra forma. O funcionário que leva o filho ao dentista graças ao emprego não fala da empresa como “onde eu trabalho”. Fala como “a empresa que me ajudou”.

3. “O que a empresa do lado oferece que nós não oferecemos?”

Num mercado com o desemprego no menor nível da série histórica do IBGE, o trabalhador compara. Se você não sabe o que o concorrente oferece, ele sabe, e o seu funcionário também.

Como fazer: pergunte com naturalidade. Também vale olhar as vagas abertas na sua região. Em geral, a diferença está nos benefícios, não no salário.

O que fazer com as respostas

  • Anote os padrões. Se três pessoas falam a mesma coisa, é um problema da empresa, não da pessoa.
  • Resolva o que é barato primeiro. Ajuste de escala, reconhecimento e acesso a saúde costumam custar menos do que uma única saída.
  • Faça de novo a cada seis meses. O que segurava alguém no ano passado pode não segurar agora.

Leia também: O custo invisível da rotatividade · Desemprego em baixa: a empresa sem trabalhador · Escala 5×2: como montar sem aumentar custos

Fontes

Quem oferece mais que o salário recebe mais que um funcionário

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Thiago Lourenço

Sobre o autor

Thiago Lourenço

Thiago Lourenço é Diretor de Parcerias Estratégicas da A1 Life Soluções. Ajuda empresas a oferecer benefícios acessíveis para seus colaboradores.

LinkedIn · Instagram @euthiagolourenco