3 perguntas que todo dono deve fazer antes de perder um bom funcionário
Bom funcionário raramente avisa que vai embora. Três conversas simples que revelam o que faz a sua equipe ficar.
Thiago Lourenço
Outubro de 2026

Bom funcionário raramente avisa que vai embora. Um dia ele chega com a carta de demissão e uma proposta de outra empresa, e aí já é tarde. Na maioria das vezes, os sinais estavam lá havia meses. Faltou fazer as perguntas certas.
1. “O que faria você ficar mais um ano aqui?”
Parece simples, mas quase ninguém pergunta. A resposta costuma surpreender: muitas vezes não é salário. É a escala, o transporte, um problema em casa ou a falta de tempo para cuidar da saúde.
Como fazer: uma conversa individual, de 10 minutos, longe do balcão ou da produção. Ouça mais do que fala. Anote e volte ao assunto em 30 dias.
2. “Se você ou a sua família precisarem de um médico amanhã, como vai ser?”
Essa pergunta revela uma preocupação que pesa todo dia na cabeça de quem trabalha: o básico. Consulta que demora meses, dentista caro, remédio que não cabe no orçamento. O funcionário que vive com esse medo trabalha distraído, falta mais e aceita a primeira proposta que oferecer um pouco de segurança.
E aqui está um ponto que muitos donos ignoram: quem cuida da família do time é visto de outra forma. O funcionário que leva o filho ao dentista graças ao emprego não fala da empresa como “onde eu trabalho”. Fala como “a empresa que me ajudou”.
3. “O que a empresa do lado oferece que nós não oferecemos?”
Num mercado com o desemprego no menor nível da série histórica do IBGE, o trabalhador compara. Se você não sabe o que o concorrente oferece, ele sabe, e o seu funcionário também.
Como fazer: pergunte com naturalidade. Também vale olhar as vagas abertas na sua região. Em geral, a diferença está nos benefícios, não no salário.
O que fazer com as respostas
- Anote os padrões. Se três pessoas falam a mesma coisa, é um problema da empresa, não da pessoa.
- Resolva o que é barato primeiro. Ajuste de escala, reconhecimento e acesso a saúde costumam custar menos do que uma única saída.
- Faça de novo a cada seis meses. O que segurava alguém no ano passado pode não segurar agora.
Leia também: O custo invisível da rotatividade · Desemprego em baixa: a empresa sem trabalhador · Escala 5×2: como montar sem aumentar custos
Fontes
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Sobre o autor
Thiago Lourenço
Thiago Lourenço é Diretor de Parcerias Estratégicas da A1 Life Soluções. Ajuda empresas a oferecer benefícios acessíveis para seus colaboradores.